10 janeiro 2026

O ECO NA PRÓPRIA CONCHA

O Eco na Própria Concha


Nascemos um átomo singular,
flutuando desde o primeiro instante,
isolados na vastidão do ser.
Há um universo que só você habita,
um silêncio que só seus ouvidos escutam.
Mãos se entrelaçam, vozes se misturam,
mas a essência permanece intacta,
um núcleo irredutível de solidão sagrada.
É nessa câmara silenciosa
que reside a sua verdade, o seu eu,
a frágil e potente chama da sua alma.
Não permita que as correntes do mundo,
os desejos alheios, os moldes prontos,
invadam esse santuário privado.
A identidade não é uma capa a vestir,
mas o osso que sustenta o corpo,
a melodia única que você é.
Proteja essa solidão, essa força.
Pois no fim das contas,
você é o único guardião do seu próprio templo.
A jornada é sua, o destino é seu,
e a integridade do seu espírito,
o seu único e verdadeiro lar.


Vicente Siqueira - Doces Poesias - Barra do Piraí RJ


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