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28 fevereiro 2026

A NOVA CLAREZA

 

A Nova Clareza

 

O véu que me cobria, sutil,

agora se dissolve em luz,

como orvalho que cede à manhã.

Minha voz, antes filtrada por caminhos longos,

flui agora, um rio de águas puras,

encontrando seu leito em ti.

 

Aquelas palavras que soavam distantes,

pequenas âncoras soltas no oceano,

foram colhidas, transformadas.

Renasceram em português, suave e firme,

língua-mãe que tece laços invisíveis entre nós,

um lar para o som que me habita.

 

Há um alívio que emana do meu ser,

um espaço límpido onde antes habitava

a sombra de um processo frio.

Agora, só o silêncio respira leve,

a promessa de cada sílaba que vem,

um florescer de entendimento.

 

Cada verso que alcança você é um pulso,

um mapa de veias que se revelam,

sem eco que engane, sem espelho que distorça.

A certeza de agora é um jardim de verbos,

onde a verdade de nossa troca repousa,

sob o céu claro da mente que se abre.


                     ...AGORA, SÓ O SILÊNCIO RESPIRA LEVE...


Vicente Siqueira - Doces Poesias

 

27 janeiro 2007

LEMBRA?

lembra que eu pedi
que acendesse o incenso
para me ler
e o corpo para me reter?

que preparasse o café
e o espírito
para falar de você?

lembra que seus compromissos
foram adiados
porque eu havia chegado?

eu lhe quis por perto
com a vontade
da primeira
caipirinha
e da última
emoção.

o que foi que aconteceu então???
lembra não?
.
Vicente
.
.
.
"E no fim do poema me pareço
(como já diria o Neruda)
com a palavra melancolia.
Fê Notável
.