Eco Interior
Não sou eco na multidão,
nem semente lançada
para colheita alheia.
Minha jornada é um rumo
desenhado em si.
Os nós que desfaço,
as pontes que construo,
são silenciosas arquiteturas
dentro de mim.
Não há roteiro para olhares curiosos,
nem aplausos para cada passo incerto.
Apenas a respiração do ser,
o murmúrio dos próprios medos,
a melodia secreta das vitórias.
No palco vasto,
onde tantos gritam suas existências,
minha voz prefere a calmaria
do entendimento próprio.
Vicente Siqueira - Doces Poesias