"Porque são doces poesias encontradas aqui por poetas, poetisas e simpatizantes. Venha, faça dessa doceria a sua casa preferida. Lugar de sonhos e belezas da alma. Este é o blog do Vicente, onde posta suas poesias desde o ano de 2003. E o blog continua ativo em 2026
22 agosto 2006
DANÇA IMPROVISADA
uma silhueta de corpo.
corpo de nuvem
brisas do vento
cheiros da chuva
ruídos do silêncio.
dançam sons de acalanto
e eu nem me espanto em te ver assim
acima dos medos
acima dos credos
além das mentiras
aquém das verdades.
eu te improvisei em fantasias
quando te percebi o cheiro de hortelã
a cor da corola rosa
o balanço fresco das cadeiras ágeis.
afinal
sua silhueta recortada
reacende em mim motivos de poesias.
e assim termino
para não te deixar em maus lençóis.
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Vicente
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"Poderão arrancar todas as flores, mas não conseguirão acabar com a primavera. "
( Lino J. Somavilla)
21 agosto 2006
EXPRESSE - PATY
Expresse a vida que há dentro de você
Expresse o brilho do seu olhar
Os seus sentimentos
As suas virtudes
A sua alegria
A sua raiva
A sua tristeza
A sua vontade de ficar só
A sua vontade de se aventurar
O seu medo
A sua segurança
A sua inteligência
A sua ignorância
O seu charme
A sua bagunça
O seu glamour
Sua obsessão
Sua ansiedade
Sua originalidade
Expresse o seu infinito jeito de ser...
...e assim você será Feliz!!!!!
By Paty.
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Continua aqui: http://tres-pontinhos.zip.net
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"Quando descobrimos a arte de fazer amigos, esta arte dá um novo e espetacular sentido a vida de seu descobridor..."
Paty
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08 agosto 2006
FELICIDADE - MÁRCIA DO VALLE
Márcia do Valle.
Continua aqui: http://www.soltanomundo.blogger.com.br//
04 agosto 2006
ENIGMA?
que atestarem que sou oculto
que ocultarem meus planos
que planejarem meus encantos
serei enigma nas saudades que chegarem
que desencantarem minhas esperanças
que desesperarem meus sonhos
que sonharem meus escritos
serei chegança nos enigmas decifrados
que decifrarem meus rabiscos
que rabiscarem minhas garatujas
que deixarem à deriva meus sonhos
uma saudade inoportuna de mim mesmo
eis o que serei
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Vicente
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"Somos donos de nossos atos, mas não somos donos de nossos sentimentos..."
Mário Quintana.
15 julho 2006
FIM DE FESTA
chegou e aproveitou a solidão
sem tentar entender
fatos
casos
coisas
cacos.
desmanchou maquiagens
descalçou sandálias
amassou lingeries
reviu sonhos.
visitou conceitos
(vividos)vívidos
e nem percebeu que a noite
era
a madrugada.
(já tão alta)
de não se ouvir música
tão baixa.
aproximou dela mesma
e foi pega pelo inesperado:
encontrou-se chorando
em plena festa pós-sentidos.
Vicente
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"A poesia é a arte de materializar sombras e de dar existência ao nada. "
(Edmund Burke)
25 junho 2006
BUTTERFLIES - KARIN KUHLMANN

Essa tem copyright.
Title: Butterflies’ bridal bed - Karin Kuhlmann 1996 - Photopainting Digital Photo Collage
Technique: Digital Photo Collage worked out with Kai’s Powertools and Corel Photopaint.
Awarded with Winner of the Month in the 7th Corel World Design Contest.
Continue aqui: http://www.karinkuhlmann.de/DigitalWorlds/Flowers/Butterflies/butterflies.html
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"Mudanças
Não me diga que somos os mesmos de ontem. Posso acreditar que somos uma mutação constante. Não aceitaria a idéia de ser a mesma. Não poderia deixar de ser a evolução de um ser humano que busca sempre o melhor de si. A mesma nunca mais."
Cláudia (Oxigênio).
Continua aqui: http://leve1.zip.net//index.html
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19 junho 2006
DE CIMA DOS SALTOS
na loucura
são sementes de loucura.
a pele é trêmula
as pupilas se alargam
(em grandes olhos)
de prazer e de espanto.
os ouvidos procuram os sons.
boca pequena com sabor de fruto sazonado.
cheiros inebriantes.
todos os aromas da pele.
cabeça altiva.
elegante como pequena amazona
rebelde
cavalgando e cavalgada.
cavalgando encontros.
encontrando-se na cavalgada.
movimentos simétricos
nada domesticados
tudo clandestino
na sala espaçosa.
por aqui e por ali
alguns ruídos insólitos
a desmascarar a aparente calma
do aconchegante ambiente.
ritmo natural e seguro.
segura de si.
de cima dos saltos.
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Vicente
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" Vamos buscar perpetuação dos contatos corporais, pela antiguidade calorosa, pelos galanteios corajosos, pela poesia manuscrita em papel...
Continua aqui:
http://letrasecrystais.zip.net//
15 junho 2006
DELICADAMENTE TE PERCEBO
são minhas as tuas
são tuas as minhas mãos.
tenho o sono leve
e a conversa pesada.
aos poucos
durante a conversa
abres o verbo
desfias o lenço
esvoaças em rendas
de redes de algodão.
ajudas a prender-me
e nem percebes
minhas extremidades
meus braços sujos
que se abrem
em abraços para prender-te.
e eu te ajudo.
para que venhas
e me tenhas.
em tuas
mãos.
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Vicente
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"Se alguém te perguntar o quiseste dizer com um poema, pergunta-lhe o que Deus quis dizer com este mundo...
(Mário Quintana)
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10 junho 2006
DORMINDO COM O INIMIGO
atinge as raias do imaginário
quando
de janelas abertas
apareces nos meus sonhos mais medrosos .
extrair de imagens:
nebulosas centopéias
que escorrem
lisas
qual coristas
por entre os dentes do pente
em cabelos cegos
de não serem tocados.
camaleões de espumas
esferas de ovos
pássaros mal contidos
em suas sínteses
de assombramentos e sorrisos.
és tuas formas labirínticas
tuas várias possibilidades
de aprisionar-me.
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Vicente
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"O poeta é um mentiroso que sempre diz a verdade."
(Jean Cocteau)
07 junho 2006
GLOSSÁRIO
abismo: nada. ou nós dois.
plural: eu e você.
amores: assaltantes.
restante: “Não tenho coragem...”
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Vicente
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"O Poeta é um fingidor, finge tão completamente que chega a fingir que é dor a dor que deveras sente."
(Fernando Pessoa)
03 junho 2006
19 maio 2006
SURVIVE 3D - KARIN KUHLMMAN

Clique na imagem para ampliá-la
Essa tem copyright:
Title: Survive - Karin Kuhlmann 1998 - Digital 3D picture, 3D-Computer Graphic
Technique: 3D-scenery, created with Poser and Bryce, digitally edited and worked out with Adobe Photoshop.
Continue aqui: http://www.karinkuhlmann.de/DigitalWorlds/3D-Images/Survive2/survive2.html
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13 maio 2006
SE TIVER... EU PREFIRO
com sabor de domingo
com pedaços de queijo
parmesão
e molho
e puder ser família
e recolher todos os cacos de sonhos em mim
desses que sempre quis ter
tive
mas não retive
por quebradiços que foram
eu prefiro.
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Vicente
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12 maio 2006
ELA E A CIDADE
a se fazer ouvidos para ouvir
como em qualquer audição.
atento aos sons
(do todo e do fragmento).
foi assim que começou.
sei que estava confuso
mas havia um doce equilíbrio
entre olhos e paisagem
e rosto
e mapa da cidade.
compreendi seus cabelos molhados
seus acessos
suas esquinas
suas ruas
um pouco nuas
outro pouco iluminadas.
percebi seus excessos de menina
seus troncos e entroncamentos
suas escadas rolantes
seus montes
seus olhares intensos
seus castelos
seus congestionamentos.
não tive como evitar:
suas curvas prediletas
seus policiais sempre atentos
que me afastavam dela
e da cidade dos sonhos que era dela
que saía e que voltava para ela.
Vicente
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"O homem que não lê bons livros não tem nenhuma vantagem sobre o homem que não sabe ler.
(Mark Twain)
05 maio 2006
03 maio 2006
A FUGA
Acordou e levantou a contragosto. Da janela escancarada divisou a cidade de cinza e frio.
Saiu descalça, pisando em cacos partidos dentro de si mesma. Saiu por aí a esmo, sentindo-se lerda de pensamentos paridos com esmero por uns sentimentos inexplicáveis. Quando se deu conta já encarava a boléia da rua descalçada. E havia vento, chuva, pedra e trovoada. Pilotava a contragosto seus passos descompassados.
Logo ali, depois do meio-fio, havia a avenida, havia a floresta feita de casas e asfalto e pontes, e viadutos, e farmácias, e vidraças, pensava que naquele lugar seus sentidos estariam à prova, à mostra, à vontade. Porque ali moravam todas as feras, imaginava.
Bateu os pés e não era de pirraça, ajoelhou-se no tombo doído de ferir joelhos e alma, e moral e percebeu-se tão sem-graça. Rezou, de joelhos sangrando, aos seus anjos e quase não se abriu em choro, mas não agüentou e chorou: todas as suas lágrimas, todas as suas mágoas, todas as suas pragas. Rezou aos santos guerreiros que estavam à sua volta, que se ocultavam nas dobras das suas roupas ou nas contas dos seus terços e colares. Rezou de mãos postas às suas santas benditas e esclarecidas que lhe esclareceriam se quisessem, mas não quiseram. Rezou que se fizessem presentes em fios de luz e calor naquela hora e se mostrassem perdulários com milagres diante da sua desdita.
Rezou para que se mostrassem rápidos e não a deixassem sobrecarregada com seus medos, seus temores, suas crenças sem entraves, que a libertassem de seus padecimentos mais graves, de suas grades interiores, que chegassem leves e a deixassem sorrindo em breve.
Por ter deixado tudo pra trás sentiu-se aliviada e liberta, livre e ligeira, ligeiramente liberada. Sorriu de si mesma e nem estava angustiada ao fazer sua última descoberta: vivera sempre presa numa cachoeira impensável de lágrimas e isso não a levara a nada.
Essas coisas chegando amiúde em sua mente, forçavam-na a adivinhar o que não ousava acreditar, porque não tinha coragem do gesto. Foi então que finalmente encontrou seu “eu”. Fortaleceu-se na falta de apoio que lhe ferira, mas tentara se fortalecer e se imaginou em toques que alguém lhe dera. E trocou o tempo verbal e pensou que alguém lhe deu (os toques) nos cabelos e era apenas uma quimera, um sonho, um ganho, uma perda, uma falha na mente incoerente.
Sonhara sonhos abstratos de toques concretos pela pele, pelo corte e pelos pêlos, pelos tantos despropósitos que passou, que viveu em vão, pelos nervos de ferro e pedra, pelos cubos de gelo que jamais deixaram de atingir seu coração.
Ousara pensar na fuga. Fugiu. Correu. Olhou. Parou. Pensou. Quando fugiu, correu de si mesma e não se encarou, não olhou pra trás. Correu, sentindo-se nua quando estava agasalhada, de saia e blusa e cachecol. E tinha luvas. E tinha botas. Mas estava descalça a se encarar em seu espelho quebrado.
Seu melhor utensílio estava a lhe esperar na praça e haveria de ser um cadafalso, também uma corda, um laço, uma trave, um espaço em branco embaixo da trave, um baque, um estalo, um abafo insosso no pescoço.
Ela ficara a imaginar porque se sentou em frente ao seu próprio cadafalso, sem perceber que estava ali na rua.
Se é fuga, perguntava-se, porque estava correndo de si mesma? Talvez para encontrar e desfrutar do seu próprio olhar. Olhar de esperança e de carinho, de se imitar um beijo, ou dois, ou três e até mais. Até se sentir olhada, acariciada, beijada de se enfastiar. Até descobrir sentidos para todas as suas reclamações. Até encontrar dentro de si um pouquinho de paz.
Suas vontades não eram de choro, porém de resistência. Mas deixou que ele chegasse sem resistir. E veio um choro que saiu em lágrimas, aos borbotões. Seus olhos, por vontade própria, se sentiram vazios das piedades, dos ressentimentos, dos cosméticos, dos bordões. Não havia, ali, qualquer sombra de iniqüidades.
As lágrimas corriam céleres e, como chuva, encharcavam o corpo doído, queimavam a alma, ardiam em ânsias de se encontrar. Quebravam o silêncio com um gemido espremido. E não se conteve: gritou como ostra para que se fizesse notar.
De pé sobre o piso frio já não havia dúvida quanto à decisão que deveria tomar. Balançava entre a renúncia e a astúcia, entre o querer e o desistir. Havia uma decisão e nem ela mesma sabia. Havia uma decisão desde sempre, desde que atravessara a soleira da porta, descendo escadas, alcançando a rua, correndo descalça, sentando na praça.
Queria ouvir seus passos atravessando a avenida, isso é certo. Queria perder-se em avenidas e poças e pregar peças na vida.
Seu olhar encontrou o vazio do pulo. Até o corrimão sentiu-se penalizado. Transtornada fez seu rumo inalcançável: calçada, amurada, pulo, vontade vencida. Não haveria volta. Não haveria mais nada. Estava afastada. Estava perdida.
E o salto, ressalte-se, não era assim tão alto, pouco mais que poucos metros acima das cabeças que passavam despercebidas, despreocupadas. Tanto que o baque surdo de corpo no asfalto, de corpo leve caindo, despencado, não foi ouvido nem mesmo pelas redondezas de camelôs, mendigos e que-tais. Somente ali poderia ser notada. Além e aquém do seu mundo de incertezas, com toda certeza.
Seu pulo só foi acompanhado por dois ou três garis que estavam a poucos metros dali, esperando a condução para os trabalhos forçados do dia-a-dia.
Havia sangue, mas a mancha, se fosse bem trabalhada, dava pra ser disfarçada. Foi encontrada envolta em denso silêncio sem flores, e tudo à volta estava molhado daquela garoa fina que estuprava a cidade. Havia se afogado em sonhos a poucos metros do nada, que era o destino da sua fuga desesperada.
Em sua homenagem talvez, por se chamar Maria, ou até mesmo por ser o horário mais propício, os sinos da catedral iniciaram o badalar das seis horas, enquanto o serviço de alto-falantes iniciava a melodia suave que encheria a avenida, a ponte, a calçada, a alma, a calma, a varanda, a zanga.
Sua cabeça ainda lhe doía quando, ao som do primeiro ou do segundo toque, acordara, meio satisfeita, meio contrariada. Seu corpo estava suado. Que pesadelo horrível, pensava. Vou tomar um banho e me esconder do frio.
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15 janeiro 2006
COADJUVANTE
o melhor amigo
e fui aquele
que foi preparado
para ouvir
tudo
e calar
e engolir
o sentimento
e não me engasgar.
fui eu o que abri
os braços
para o abraço
da chegada
e o que me transformei em
cúmplice
dos momentos
da situação mais sofrida
e fui
o que mais chorei
na hora
da despedida.
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Vicente
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06 setembro 2005
DE VOLTA AO COMEÇO - GONZAGUINHA
Composição: Gonzaguinha
E o menino com o brilho do sol
Na menina dos olhos
Sorri e estende a mão
Entregando o seu coração
E eu entrego o meu coração
E eu entro na roda
E canto as antigas cantigas
De amigo irmão
As canções de amanhecer
Lumiar e escuridão
E é como se eu despertasse de um sonho
Que não me deixou viver
E a vida explodisse em meu peito
Com as cores que eu não sonhei
E é como se eu descobrisse que a força
Esteve o tempo todo em mim
E é como se então de repente eu chegasse
Ao fundo do fim
De volta ao começo
Ao fundo do fim
De volta ao começo
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08 agosto 2005
O ENCONTRO
encontramo-nos
um ao outro
um no outro.
num encontro que não se sabe bem
ge era busca ou achado
mas era encontro
sabe-se lá de quem
sabe-se lá de quantos
sabe-se lá de que maneira.
era encontro sem busca
busca sem procura
procura sem cobrança.
era apenas questão de buscar
para se encontrar.
e foram encontrados
e percorridos
todos os caminhos:
pessoas
vontades
fatos
relatos.
todos os pêndulos.
assim mesmo
como fora anunciado.
Vicente
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"Se você quer falhar é só tentar agradar a todos. "
(Herbert Bayard Swope)
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04 abril 2005
SE TIVER... EU PREFIRO
os DVDs de shows
que quisera assistir ao vivo
e assisti-los ao lado do meu filho
e batucar ao som de Maria Rita
e isso me encher de orgulho desmedido
eu prefiro.
Vicente
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"Que as palavras que eu falo não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor, apenas respeitadas como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimento. Porque metade de mim é o que eu ouço, mas a outra metade é o que calo."
Oswaldo Montenegro
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