Poliglota das Peles
Minha mente é um labirinto de artes: coleciona pecados como quem guarda relíquias e se diverte no escuro da intenção. Enquanto isso, minha boca — mais prática — desenha gracejos na geografia das peles.
Tenho um vício em subversões. Gosto de desorientar o dicionário, trocando o peso das vírgulas pelo calor do toque, fazendo o sentido das coisas mudar de lugar.
Não é apenas um encontro; é uma torre de Babel construída no espaço de um abraço. Sou poliglota no silêncio: falo todos os idiomas do prazer dentro de um único beijo sortido de urgências.
Vicente Siqueira - Doces Poesias - Barra do Piraí RJ
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