Labirinto de Ecos
Os
pensamentos, um enxame voraz,
ecoam nas
paredes da mente.
Fragmentos,
sussurros,
perguntas sem
resposta,
um coro
dissonante
que insiste em
não calar.
Onde a certeza
se esvai,
a busca se
intensifica.
Um mapa
rasgado,
passos
incertos na neblina densa.
Quem sou, no
fim das contas,
além do eco
das vozes alheias?
A verdade, um
espectro,
dança na borda
do precipício.
Existir, um
peso invisível,
uma tela em
branco à espera de cor.
O abismo me
chama, suavemente,
e o silêncio
da noite, cúmplice,
revela a
própria face do vazio.
Entre o ser e
o nada,
um fio tênue,
quase invisível,
onde a alma se
pendura,
sem saber por que persiste.
Vicente Siqueira - Doces Poesias - Barra do Piraí RJ
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