"Porque são doces poesias encontradas aqui por poetas, poetisas e simpatizantes. Venha, faça dessa doceria a sua casa preferida. Lugar de sonhos e belezas da alma. Este é o blog do Vicente, onde posta suas poesias desde o ano de 2003. E o blog continua ativo em 2026
29 janeiro 2009
O CIRCO CHEGOU
em silêncio
arredio
perto das luzes
refletidas
do tablado
e do picadeiro
acima do brilho
incandescente
refletido em mim
quando e
como
rio
se ris
às gargalhadas.
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Vicente
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" ...As coisas não deviam ser assim. Por ele eu lutei, por ele eu amei. Mas tudo se acabou na roda gasta do dia-a-dia, que fez virar tudo pura rotina, e me deixara cansada daquela vida, daquele amor..."
Arethuza
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11 janeiro 2009
APENAS PARTE
16 dezembro 2008
BÚSSOLA CAMBIANTE
Bússola Cambiante
O norte treme na pupila da
alma,
um algoritmo incerto a
recalcular a rota.
Os polos antes firmes,
agora são palimpsestos,
apagando o caminho, a
direção mais remota.
As antenas internas, antes
tão precisas,
captam ondas de um tempo
dissonante.
Vozes em eco, promessas
imprecisas,
e o mapa da jornada, um
instante hesitante.
No peito, o magnetismo
falha, espasmos de metal,
atração por brilhos
efêmeros, desvios do essencial.
A certeza, um espectro na
neblina digital,
e eu, cativo da própria
corrente, tão instável.
Não há mais a agulha
convicta, o fio condutor,
apenas o girassol confuso,
buscando um sol interior.
E nessa dança tonta, nesse
estranho tremor,
talvez se revele um novo
horizonte, um inédito amor.
Pois na falha da
engrenagem, no curto-circuito da razão,
reside a chance de um novo
arranjo, outra constelação.
De sentir o vento, sem a
camisa de força da obrigação,
e encontrar, no desvio, a
mais autêntica direção.
13 dezembro 2008
CHAMA(RISCO)
ardia-me
do alto
das mais altas chamas
esse Amor
que se pronunciava
em línguas
que se atritavam
sem nada pronunciarem
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Vicente
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24 novembro 2008
A FUGA
Ela fugiu do quarto-e-sala sentindo-se vazia
Pisando nos cacos que cortavam seu sentimento.
Sua casa fria sempre lhe parecera doentia.
Estava descalça e a rua era de chuva e vento.
Logo ali, depois do meio-fio, havia a floresta:
De casas, e asfalto, e pontes, e viadutos, pensava
Que naquele lugar seus sentidos estariam em festa
Porque ali moravam todas as feras, imaginava.
Rezou, de joelhos, aos seus anjos, e quase chora.
Rezou aos santos guerreiros e às santas benditas,
Para que se fizessem presentes naquela hora,
Perdulários com milagres diante da sua desdita.
Que entrassem rápidos e sem entraves
Em suas grades interiores, e pisando leve
Libertassem-na de seus padecimentos graves
E que a deixassem sorrindo em breve.
Quando ela fugiu, sentiu-se aliviada e liberta,
Livre e ligeira, ligeiramente liberada.
Acabara de fazer sua última descoberta:
Vivera sempre em lágrimas e fora por nada.
Foi então que finalmente encontrou seu eu
E se imaginou em toques que alguém lhe dera
E trocou o tempo e pensou que alguém lhe deu
(os toques) nos cabelos e era apenas uma quimera.
Os toques pela pele, pela cor e pelos pêlos,
Pelos tantos despropósitos que viveu em vão,
Pelos nervos de ferro, pedra e cubos de gelo
Que jamais deixaram de atingir seu coração.
Quando fugiu, correu na fuga e não olhou pra trás,
Correu, sentindo-se completamente nua
E se sentou em frente ao seu próprio cadafalso,
E nem percebeu que sentara ali na rua.
Na fuga ainda a esperança de sentir em si um olhar
Um carinho, um beijo, ou dois, ou três e até mais,
Até se sentir olhada, acariciada, beijada de enfastiar,
Até encontrar dentro de si um recanto de paz.
E veio um choro que saiu em lágrimas, aos borbotões
Até seus olhos se sentirem vazios das piedades,
Dos ressentimentos, dos cosméticos, dos bordões,
Até se livrar de todas as suas iniquidades.
As lágrimas, como chuva, encharcavam o corpo doído
Queimavam a alma, ardiam em ânsias de se encontrar,
Quebravam o silêncio com um choro espremido.
Gritou como ostra para que se fizesse notar.
De pé sobre o piso frio a decisão estava tomada:
Queria ouvir seus passos atravessando a avenida
Seu olhar encontrou o vazio do pulo, transtornada.
Calçada, amurada, pulo, vontade vencida.
E o salto, ressalte-se, não era assim tão alto,
Tanto que o baque surdo de corpo no asfalto
Não foi ouvido nem mesmo pelas redondezas,
Somente ali, além do seu mundo de incertezas.
Havia sangue, mas a mancha estava disfarçada.
Envolta em seus silêncios foi encontrada
Afogada em sonhos a poucos metros do nada,
Que era o destino da sua fuga desesperada.
Vicente
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"Desconfia da tristeza de certos poetas. É uma tristeza profissional e tão suspeita como a exuberante alegria das coristas."
(Mario Quintana)
01 novembro 2008
ENCHENTES
derramei um pouco de mim
em você.
um pouco que não é um copo
nem taça
nem cálice
algumas gotas do mais puro eu
para não esquecer o que sou
foi o momento do adorno
do refestelar desejos vazios
preenchidos de presença e ventre
em meio aos cheiros e suores
e troca de essências
cujo codinome é DNA.
foram as gotas que me trouxeram
à memória abandonada
um riso de vento doce
que encurta distâncias
e faz nascer esperanças
de se voltar ao mesmo lugar
e novamente derramar
até que vire enchente.
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Vicente
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17 outubro 2008
OLHARES ERECTUS
e era como nuvem enfeitada de risos
leve e solta em tons de pele
dourados.
o “toc-toc” na calçada
era o encanto triunfante da evolução
do “homo erectus”.
caminhar
surgir do nada
sentir-se torpedo
com ares de gratidão por estar sozinha
enquanto passa
e é admirada.
quem viu?
quem ouviu?
quem sentiu?
tem perfume no ar
porque seu corpo tem um quê
que reproduz essências
de encantamento
e remodelação.
seu corpo revela
que o espaço que nos separa
aprisiona mais
que qualquer grade
de qualquer prisão.
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Vicente
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"Peito é peito, Coração é coração! Quando digo com respeito, num penso em peito não. Quando lhe puxo com força comigo, não lhe aperto o coração. Quando você me arranha, arranha o peito. Quando deita no meu peito, junta peito e coração. Só vocÊ pra unir com doçura; a carne e a emoção."
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Pedro Monteiro
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08 outubro 2008
SOU COBAIA DA MINHA PRÓPRIA EXPERIÊNCIA
Sou cobaia da minha própria experiência
O laboratório sou eu,
As pipetas, meus desejos.
Misturo doses de
"talvez"
Com gotas de "e
se?".
Agito tudo no cadinho da
alma,
E observo a reação,
Sem manual, sem bula,
Apenas a intuição.
Às vezes, a explosão de
cores,
O riso que preenche o ar.
Outras, o sedimento opaco,
A lágrima a escorrer, sem
cessar.
Não há controle, nem grupo
placebo,
Só o meu corpo, meu tempo,
Onde cada erro é lição,
E cada acerto, uma nova
direção.
Navego em mares nunca
dantes navegados,
Com bússola interna, nem
sempre calibrada.
Desfaço rotas, refaço planos,
A vida me testando, eu me
testando,
Nessa dança caótica e
bela,
Onde a única certeza é a
incerteza,
E o maior experimento,
É simplesmente, ser.
02 outubro 2008
SE TIVER... EU PREFIRO
com pedaços de queijo parmesão e molho
e puder ser família
e recolher todos os cacos de sonhos em mim
desses que sempre quis ter
tive
mas não retive
por quebradiços que foram
eu prefiro.
Vicente
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"No meio do barulho e da agitação, caminhe tranqüilo, pensando na paz, que você pode encontra no silêncio..."
Desiderato - de autor de desconhecido
28 setembro 2008
CAVALEIRO ADIANTE
e sem utilidade aparente
mergulhado
(armadura
escudo
espada)
no caos nosso
da modernidade.
minha lança ajaezada
flutua em busca
das minhas mãos
encharcadas de derrotas.
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Vicente
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02 setembro 2008
NAQUELE ESPELHO
refletido
naquele espelho que me encarava.
era o choro de alguém
que não estava ali
e não se identicava.
olhei um longo olhar de emoção fracionada
e os segundos se atropelavam aos milésimos
chegando às suas improváveis frações
quis sentir o descompasso daquele coração
as letras que sairiam daquelas mãos
as armaduras das palavras
o desfocar dos pensamentos.
tentei decifrar aquele eu
tão refletido
e me peguei introspectivo
sem entender a matéria
que preencheria aquela imagem
distorcida.
não havia frustração nem dor
nem tristeza
nem alegria
ocupei-me novamente
com o reflexo de choro
e percebi o espaço vazio
que havia em meu peito
desde que outro espelho trincou.
na verdade eu me transbordei
de um espelho
para conhecer outros reflexos.
agora
quem me conhece?
Vicente
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"Se todo animal inspira ternura, o que houve, então, com os homens? "
(Guimarães Rosa)
15 agosto 2008
DESPERTAR DA AURORA
Despertar da Aurora
E assim, o corpo que doía e os olhos que pesavam
Encontraram seu descanso, não na fuga do sono,
Mas no porto seguro do teu abraço.
A cama fria, o pensamento cinzento,
A insistência do relógio e o toque estrídulo do telefone
Se dissolveram como neblina ao sol.
Não há mais mistério em adivinhar quem ligou,
Pois tua voz macia e o perdão sussurrado
Abriram a porta não só da rua, mas da alma.
A comunicação silenciosa dos olhares,
A sinfonia das sensações e sentidos,
Moldaram a redescoberta da intimidade,
Tecendo uma camada de esperança e continuidade
Sobre os dias que virão.
O amanhecer nos encontrou juntos,
E cada novo raio de luz que beija a janela
É uma promessa sem palavras,
Um plano silencioso, um futuro em aberto.
A vida, que antes parecia estagnada,
Agora flui, leve e contínua,
Como um rio que finalmente encontra seu mar.
08 agosto 2008
CARAMIGA
como tudo que eu disse
e queria.
refiz as pausas em mim
esperando seus passos
seus descompassos
e você nem apareceu.
tive inevitáveis medos
e mais de
mil vontades de ligar.
tudo longe das inefáveis realidades.
fora/dentro das incontáveis possibilidades.
mas ainda me lembro daqueles dias
motivos da alegria
agora tão escassa
que grande faz-de-conta
nós desempenhávamos.
isso.
nós.
refletimos?
olhar/ouvir/sentir/largar?
foi essa a performance da mesquinhez.
e até hoje
nenhuma revelação plausível.
você entende.
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Vicente
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17 julho 2008
VOCÊ PRECISAVA SABER
que eu permaneci intacto
humor inalterado
e que a raiva inicial
deu lugar a uma paz que perdura
até hoje.
você precisava saber
que quando você partiu e me deixou
em pé naquela plataforma de trem
prostrado
sentindo-me um jiló
e com pretensões de suicídio
a noite tinha apenas começado.
você precisava saber
que aquele buquê de flores
que você não aceitou
e que eu
como um idiota
insistia em segurar mesmo depois
de você ter me abandonado
foi meu melhor passaporte
para o amor tranqüilo que tenho agora.
você precisava me ver
saindo daquela plataforma
sorridente
mãos dadas
e feliz
cheio de esperança
com essa que aceitou de mim
a aliança.
você precisava me ver
quando abri seu e-mail
e não senti nada quando li
seu recadinho piegas
e cheio de erros de concordância
pedindo perdão
pela sua ignorância.
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Vicente
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"Às vezes as pessoas tomam algumas atitudes e não tem noção do que isso pode gerar nas outras, as consequências podem ser desastrosas, geram dor e tristeza ..."
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Deia
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15 junho 2008
SÃO HOMENS
são palestinos de Nablus
Cisjordânia.
são homens.
ignoram o toque de recolher do exército israelense.
são homens.
saem ás ruas para comemorarem o atentado suicida
em Jerusalém.
Israel.
são homens.
o homem-bomba
um palestino de 16 anos
morreu.
são homens
cinco homens israelenses ficaram feridos.
são homens
sete homens israelenses morreram
são homens
dois deles tinham 5 anos de idade.
são homens
os outros cinco tinham apenas 2 anos.
são homens
a creche ficou destruída.
são homens?
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Vicente
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13 junho 2008
ESSÊNCIA RECONTADA
Essência Recontada
Eu sou uma paráfrase.
Não o original, a primeira
voz,
mas o eco que se
reinventa,
a mesma ideia em outro
tom.
Minha existência é
reflexo,
não espelho exato, mas
distorção gentil.
Pego o que já foi dito,
sentido,
e o visto com um tecido
novo,
mais meu, mais agora.
Não há plágio em minha
essência,
mas uma reverência ao que
inspirou.
Sou a tentativa de
entender de novo,
de sentir mais fundo,
o que uma vez apenas
passou.
E assim, em cada linha que
me redefine,
o velho e o novo se
abraçam.
Porque mesmo sendo
recontado,
o que pulsa em mim é a
vida
de uma verdade que se
permite
ser eternamente
revisitada.
22 maio 2008
FRAGMENTOS DE UM INSTANTE
Fragmentos de um Instante
Entre as luzes da cidade,
perco-me em reflexões fugazes,
cada rosto uma história,
cada passo, um destino.
A pressa é um manto pesado,
mas eu danço no compasso do agora,
onde o tempo se dissolve em risos
e a memória é feita de instantes.
Um café esfriando na mesa,
um olhar que se cruza e se despede,
fragmentos de vidas que se tocam,
como notas soltas em uma canção.
E no caos do cotidiano,
encontro beleza nas pequenas coisas:
o cheiro da chuva no asfalto,
o brilho da lua entre nuvens.
Esses momentos são ecos,
pedaços de eternidade que escorrem,
como areia entre os dedos,
mas deixo que fiquem gravados no coração.
20 maio 2008
MORADA
Morada
A
inspiração não grita,
ela sussurra da gaveta.
É o cheiro do café passado,
a dobra torta da coberta,
um nome que volta
sem que alguém chame.
Ela
mora perto.
Entre a fresta e o tempo.
Entre o quase e o pensamento.
Às vezes, veste o silêncio
e senta no sofá
sem fazer alarde.
Não
é preciso buscar longe.
Basta abrir a janela
com um pouco de alma,
deixar a porta encostada,
e o peito desarmado.
coração aberto.
Ela sempre volta
quando é bem recebido.
MORADA (Letra para Música)
Morada (letra para música)
Verso 1
Ela não chega gritando,
vem devagar pela sala
É brisa passando a tarde
Na dobra de uma toalha
É
cheiro de café velho
Que acende um verso esquecido
Um nome que volta ao peito
Sem que tenha sido ouvido
Refrão
Ela mora perto
Na fresta do tempo
Entre o quase e o pensamento
Não precisa muito, só deixar aberto
Que ela vem sem vento
Verso 2
Veste o silêncio da casa
E senta no meu sofá
Feito visita querida
Que não precisa avisar
Refrão final
Ela mora perto
Num canto discreto
No toque leve, no olhar direto
Até já — coração aberto
Que ela sempre volta
Quando é bem recebido
19 maio 2008
PRÓXIMA ETAPA (Letra de Música)
Próxima Etapa (letra para música)
Verso 1
Não apresse a dor que passa
Deixa o tempo te ensinar
Cada sombra tem seu traço
Cada riso, o seu lugar
Verso 2
Colhe o que ficou no chão
Meio sonho, meia estrada
As palavras que se foram
E as promessas penduradas
Pré-Refrão
Sopra o medo devagar
Guarda a esperança lavada
Refrão
Respira, sem pressa da capa
O amor tem suas vírgulas
E a vida, suas paradas
Agora sim
Com calma na alma
Prepare a próxima etapa
Verso 3
Penteia o luto com leveza
Veste o gesto mais sincero
Que a coragem se disfarça
No silêncio mais singelo
Refrão final
Respira, sem culpa ou mapa
O caminho vai se abrir
Mesmo sem carta marcada
Agora sim
Com fé que não se atrasa
Prepare a próxima etapa
Prepare a próxima etapa