15 junho 2008

SÃO HOMENS

são homens.
são palestinos de Nablus
Cisjordânia.
são homens.
ignoram o toque de recolher do exército israelense.
são homens.
saem ás ruas para comemorarem o atentado suicida
em Jerusalém.
Israel.

são homens.
o homem-bomba
um palestino de 16 anos
morreu.

são homens
cinco homens israelenses ficaram feridos.
são homens
sete homens israelenses morreram
são homens
dois deles tinham 5 anos de idade.
são homens
os outros cinco tinham apenas 2 anos.
são homens
a creche ficou destruída.
são homens?
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Vicente
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13 junho 2008

ESSÊNCIA RECONTADA

 

Essência Recontada

 

Eu sou uma paráfrase.

Não o original, a primeira voz,

mas o eco que se reinventa,

a mesma ideia em outro tom.

 

Minha existência é reflexo,

não espelho exato, mas distorção gentil.

Pego o que já foi dito, sentido,

e o visto com um tecido novo,

mais meu, mais agora.

 

Não há plágio em minha essência,

mas uma reverência ao que inspirou.

Sou a tentativa de entender de novo,

de sentir mais fundo,

o que uma vez apenas passou.

 

E assim, em cada linha que me redefine,

o velho e o novo se abraçam.

Porque mesmo sendo recontado,

o que pulsa em mim é a vida

de uma verdade que se permite

ser eternamente revisitada.

22 maio 2008

FRAGMENTOS DE UM INSTANTE

 

Fragmentos de um Instante

Entre as luzes da cidade,
perco-me em reflexões fugazes,
cada rosto uma história,
cada passo, um destino.

A pressa é um manto pesado,
mas eu danço no compasso do agora,
onde o tempo se dissolve em risos
e a memória é feita de instantes.

Um café esfriando na mesa,
um olhar que se cruza e se despede,
fragmentos de vidas que se tocam,
como notas soltas em uma canção.

E no caos do cotidiano,
encontro beleza nas pequenas coisas:
o cheiro da chuva no asfalto,
o brilho da lua entre nuvens.

Esses momentos são ecos,
pedaços de eternidade que escorrem,
como areia entre os dedos,
mas deixo que fiquem gravados no coração.

20 maio 2008

MORADA

 Morada

A inspiração não grita,
ela sussurra da gaveta.
É o cheiro do café passado,
a dobra torta da coberta,
um nome que volta
sem que alguém chame.

Ela mora perto.
Entre a fresta e o tempo.
Entre o quase e o pensamento.
Às vezes, veste o silêncio
e senta no sofá
sem fazer alarde.

Não é preciso buscar longe.
Basta abrir a janela
com um pouco de alma,
deixar a porta encostada,
e o peito desarmado.

Até já,
coração aberto.
Ela sempre volta
quando é bem recebido.

MORADA (Letra para Música)

 

Morada (letra para música)

Verso 1
Ela não chega gritando,
vem devagar pela sala
É brisa passando a tarde
Na dobra de uma toalha

É cheiro de café velho
Que acende um verso esquecido
Um nome que volta ao peito
Sem que tenha sido ouvido

Refrão
Ela mora perto
Na fresta do tempo
Entre o quase e o pensamento
Não precisa muito, só deixar aberto
Que ela vem sem vento

Verso 2
Veste o silêncio da casa
E senta no meu sofá
Feito visita querida
Que não precisa avisar

Refrão final
Ela mora perto
Num canto discreto
No toque leve, no olhar direto
Até já — coração aberto
Que ela sempre volta
Quando é bem recebido

19 maio 2008

PRÓXIMA ETAPA (Letra de Música)

Próxima Etapa (letra para música)

Verso 1
Não apresse a dor que passa
Deixa o tempo te ensinar
Cada sombra tem seu traço
Cada riso, o seu lugar

Verso 2
Colhe o que ficou no chão
Meio sonho, meia estrada
As palavras que se foram
E as promessas penduradas

Pré-Refrão
Sopra o medo devagar
Guarda a esperança lavada

Refrão
Respira, sem pressa da capa
O amor tem suas vírgulas
E a vida, suas paradas
Agora sim
Com calma na alma
Prepare a próxima etapa

Verso 3
Penteia o luto com leveza
Veste o gesto mais sincero
Que a coragem se disfarça
No silêncio mais singelo

Refrão final
Respira, sem culpa ou mapa
O caminho vai se abrir
Mesmo sem carta marcada
Agora sim
Com fé que não se atrasa
Prepare a próxima etapa
Prepare a próxima etapa


ANTES DA PRÓXIMA ETAPA

 

Antes da próxima etapa

Não apresse.
Deixa a água ferver no tempo certo.
A vida não é receita de bolo,
mas exige fermento.

Colhe o que ficou no chão,
as palavras que ninguém usou,
as promessas pela metade,
os silêncios que disseram mais.

Penteia a dor com cuidado,
guarda a esperança limpa,
sopra o medo devagar.

Respira.
O amor tem suas vírgulas.
A coragem, seus intervalos.

Agora, sim —
com calma no peito
e o coração de manga arregaçada:
prepare a próxima etapa.

18 maio 2008

SEM TEMPO

sem tempo para escrever,
no entanto, o beijo eu trouxe...
beija-me, beija-me, beija.

sem tempo para cantar,
no entanto, a esperança está comigo...
cante-me, cante-me, cante.

sem tempo para divagar,
no entanto, o amor está por aqui...
ama-me, ama-me, ama.

sem tempo para perdoar,
no entanto, o grito se desfaz na garganta...
grita-me, grita-me, grita.

sem tempo para ter tempo,
no entanto vejo a luz no fim do túnel.
então vê.
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Vicente
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10 maio 2008

FLASH BACK

tanto eu tinha pra dizer
e ouvir
que acabei me calando
e tapando os ouvidos.

deu-se aquele silêncio
ousado
que me fez andar
pelas minhas ruas

descalças

descalço
e passei a entender
a nobreza do barulho
a necessidade do burburinho.

eu ando com fome de carinho
mas não me fiz de rogado.

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Vicente
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"decididamente não acredito em destino. A gente pode sim se desviar dele, mudar o curso. O problema é que nem sempre a gente quer, e fica arrumando um monte de problemas. Não precisava. Destino. É só dizer não. E seguir o caminho."
Cláudia - http://leve1.zip.net/
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"Não há poema em si, mas em mim ou em ti."
(Octavio Paz)

18 abril 2008

INÍCIO

ainda nada sabes sobre mim
por isso conto
em canto)
um tanto a ti
o que me reflita
e tu sorris
risos
fartos
doces
com cheiro de alecrim.

rodeiam-me as suas vontades
envoltas em farto querer
de que não se abram
(em mim}
as flores da timidez
e o encanto se faça perceber.
.
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Vicente
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08 abril 2008

SUSSURROS DO IPÊ AMARELO

 

Sussurros do Ipê Amarelo


Eu caminho sob a copa do ipê,

meus pés afundando levemente

na manta amarela das flores caídas.

Cada pétala, uma pequena vela,

apagada pelo vento.

O cheiro de terra úmida

mistura-se ao perfume doce e efêmero

que as abelhas ainda buscam.

 

Eu toco o tronco rugoso,

sinto a vida pulsando em suas raízes profundas,

invisíveis.

Como eu, ele se ergue,

resistindo às estações,

às chuvas que lavam,

ao sol que queima.

Minhas mãos se perdem

nas fissuras da casca,

linhas que contam histórias

de invernos e primaveras renascidas.

 

Olho para o céu,

azul intenso entre os galhos vazios,

e vejo meu próprio reflexo

na folha verde que ainda se agarra, teimosa.

Um sopro, um murmúrio,

e ela também se solta,

girando em sua dança final,

antes de se juntar ao tapete dourado.

Eu me agacho, pego uma flor,

sua textura macia entre meus dedos.

É tão frágil, tão vibrante,

tão presente.

 

É o instante.

O ipê não pergunta

por que suas flores caem.

Ele apenas as entrega.

E eu, em meio a essa beleza que se despede,

sinto uma paz estranha,

como se cada pétala fosse

um pequeno adeus

que me ensina a aceitar

o fluxo constante das coisas.

E meu coração, um pouco mais leve,

sussurra de volta:

"Obrigado."

31 março 2008

DESAFIO

meu grito
que doía na garganta
ainda engasgava
a traquéia entalada.

meu grito me doía
na saída.
meu corpo me aliviava
a revolta insensata.

recomeçar sem perceber
que se perdeu
olhar nos próprios olhos
sem se arrepender.

esmiuçar a bagagem
e retirar somente
o necessário para recomeçar.
esse é o desafio.

Vicente
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"Meus amigos, eu peguei o buquê, heheheheheheheh. No meio de tantas que se amontoaram pra pegá-lo, ele veio assim como se flutuasse ao meu encontro, ele fez uma curva pra chegar até minhas mãos, rsss...
Deia

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Continua aqui: http://www.muitomaisdemim.blogspot.com///

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26 fevereiro 2008

A TINTA DA ALMA

 

A Tinta da Alma

Havia um vazio, um espaço sem cor,

Onde a palavra indelével flutuava,

Sem âncora, sem o peso do real.

Um conceito bonito, sim, mas distante,

Como uma estrela que se vê e não se toca.

 

Mas aí seus olhos cruzaram os meus,

E um estalo, um choque de cores,

Fez o abstrato descer, fincar raízes.

Não foi preciso um juramento solene,

Bastava a curva do seu sorriso, o jeito

Que sua mão se encaixava na minha.

 

Indelével, entendi agora.

É o eco da sua risada nos dias cinzentos,

A lembrança do seu abraço que me aquece a pele,

Mesmo quando a distância tenta nos impor seu frio.

É a melodia de um instante, que ressoa,

Para além do tempo, sem se desmanchar.

 

Não é um rascunho em papel efêmero,

Mas a tatuagem que a vida quis em nós.

Marcada não por dor, mas por amor puro,

Cada detalhe seu, um traço firme,

Infundido na fibra mais íntima do meu ser.

 

Com você, a teoria se dissolveu na prática,

E o dicionário ganhou um novo sentido.

Indelével é o que somos juntos,

A essência que permanece, viva e pulsante,

Mesmo que o mundo tente apagar nossa luz.

É a prova de que certas coisas

Não se desfazem, nunca.

Você é a tinta que coloriu minha alma,

E fez o indelével existir.

09 fevereiro 2008

EU TE PERCEBO

eu te percebo
na colorida natureza
sem as necessidades monocromáticas
dos monitores que não te captam.
e nos altares erguidos
ao amor
que se faz insensato
pelo ciúme desmedido.

eu te concebo
sonho
de olhos que se fecham
no beijo longo
longínquo e demorado.
e nas poucas palavras
que trocamos
por segundos em células
de trânsito confuso
de toda manhã
pela cidade.
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Vicente
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09 janeiro 2008

PASSAGEM

quando o sonho das crianças
no sono mais puro
se refez
ele já estava de saída.

abafou trânsitos
de olhos mal dormidos
porque não havia o mútuo calor
que inspira poemas
que justifica a poesia.

quando recolheu o nexo da vinda
que a liberdade
outrora sufocada
promovia
já não havia a necessidade da metamorfose
de um para outro estado
(e ela também sabia)
nem daquele torpor
nem daquela letargia
.
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Vicente
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"É melhor ser leão por um só dia, do que um carneiro toda a vida. .."
(Sister Elizabeth Kenny).

25 dezembro 2007

FLAGRADOS NO TEMPO

 




 FLAGRADOS NO TEMPO

Não era mais ontem
mas também não era já,
era aquele meio instante
que se esconde nas frestas
onde o tempo esquece de contar.

nossos olhos, clandestinos,
gravaram na memória
o que o corpo não pôde guardar —
um toque,
um nome não dito,
um quase que ficou inteiro.

as horas correram ao contrário,
os ponteiros, cúmplices,
hesitaram um segundo a mais
só pra nos permitir
a eternidade breve
de um gesto.

depois, tudo voltou:
as vozes, os passos,
a pressa dos outros.
mas nós —
nós fomos flagrados no tempo,
na dobra do relógio,
onde o desejo é fósforo aceso
que ainda brilha
mesmo depois de apagado.


                                 Vicente Siqueira


23 dezembro 2007

PRESENTE

eu te presenteei
com aquela manhã
imensa
e logo em seguida
me roubaste
uma tarde
que já me consolaria.

agora
só tenho essa noite
que teima em não amanhecer.

também
já sei
que não haverá madrugada
nenhuma.
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Vicente
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17 dezembro 2007

"AMIGUINHA"

(A RESPOSTA)

Olhaqui, ó! Chamar você de amiguinha não tem nada de pejorativo. É a expressão mais carinhosa que eu reservei para um tratamento. Apenas duas pessoas em toda a minha vida, mereceram de mim essa expressão carinhosa, ao vivo.
E você É UMA DELAS.
Não tem nada de achar-se criança, chata, etc... etc..
Ser amiguinha é um estado. Uma leveza. Um não-sei-o-quê de cumplicidade e graça. Ser amiguinha, é ser aquela pessoa a quem a gente sabe que pode recorrer, seja num momento de dúvidas, de incerteza, seja num momento de querer alguém para dividir um beijo suculento ou uma torta de limão.
Às vezes a amiguinha, sendo atriz coadjuvante, assume o papel principal e não tenta assumir a Direção ou a Produção. No máximo fica com os Efeitos Especiais e a Sonoplastia. Para a amiguinha o que interessa é que a cena seja boa.
Amiguinha é aquela pessoa que faz com que a gente acorde às 5:50 da manhã, ligue o zap e fique se coçando pra não postar mais uma mensagem que é pra não incomodá-la.
Ser amiguinha é usufruir do carinho do amigo, do amante, do marido, do colega.
Ser amiguinha é sentir-se musa sem jamais ter tido essa vontade de ser, sem ter apresentado qualquer motivo para ser idolatrada além do óbvio motivo das formas e cores bem acabadas.
Ser amiguinha é deixar-se conduzir pelo carinho mais afetuoso do amigo distante, renitente e sonhador, que ainda se delicia com algum risinho que teima em brotar ao ler a resposta dizendo  que não gosta do termo.
Ser amiguinha é ler tudo isso aí e achar que faz sentido, que está robustamente de acordo com o que deve ser encarado como amizade à distância.
Ser amiguinha é não considerar-se diminuída assim que o amigo deixar de chamá-la de "amiguinha" só porque ela não gosta e sente-se encucada.
Ser amiguinha é considerar que o termo pode ser trocado de "amiguinha" para "Doce Amiga" e que, aí sim, estará de acordo com a ocasião "solene" de ler um zap de um mané.
Eu, por mim, queria ser seu amiguinho. Não me importaria. Mesmo.
Beijos, "Querida Amigona".

Doces prá você...

Vicente
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"O verdadeiramente belo não é aparente...é intrínseco, único, explêndido..."
Ana Clara (Claríssima)
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06 dezembro 2007

 

06 dezembro 2007

CALÇADAS



eu lhe encontrei
ao abrir-se
de calçadas
e supermercados
conforme o combinado
com os nossos destinos.

encontro.

trouxe chegança de espera
em mim
e me vejo de braços
com a saudade.

você chega e traz a lembrança.

rima fresca
e boa
para
esperança.
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Vicente
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"A vida se mantém um enigma, apesar das tentativas milenares de explicações, justificativas, esclarecimentos, elucidações. .."
Dora Vilela

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publicado originalmente em 06/02/07
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6 comentários:

Andréia . disse...

hummmmm
adorei os doces suculentos.
suculentos como os seus, não tinha provado ainda, rsssss.
muitos ....
poetamigo

Andréia . disse...

rsssss
vc é demais amigos.
Com vc aqui tudo é bem mais legal, obrigada por td.
Sabe que to com muita saudades do blog, sem tempo pra ele,mas não sem tempo pros amigos.
Outros e outros

Anônimo disse...

Vicente! "Estava eu posta em sossego..."rs, porque ninguém é de ferro, e não ando postando e nem comentando os amigos(férias bloguísticas...), quando vou dar uma olhadela rápida e vejo você no meu bloguinho!!! Caramba! Quase caí no teclado...rsrs Exageros à parte, pensei que você andasse longe!!!!!!!
Que delícia que está aqui, com a "doceria" em plena atividade!
E estou escondida (aqui)...porque não devia vir aqui e não ir aos demais...rs
Beijos, Vicente.
Logo voltarei.
Obrigada!!!!!! por tudo!
Dora

Andréia . disse...

aiii
Se vc disse eu acredito...
Tb tenho um pouco de medo de mim, às vezes falo muito, deixo as pessoas acoadas...
Que bom saber que contigo foi diferente.
Muitos beijos amigo

Anônimo disse...

Nao temer as palavras nao é fácil.palavras doces ,sao ótimas;palavras menos doce sao dificeis...mas palavras sao palavras e os poemas precisam de todas elas.Viajo pelos blogs e aqui e ali me encanto,me arrepio,me inqueito,me consolo,desconsolo,rio,quase choro...Sao as palavras(as ideias) que acabam abrindo a alma.Sem preconceito eu as recebo(nem sempre as minhas sao bem recebidas.Ossos do ofiício de poeta e humano!)Tudo bem>que tenham 3 a ouvir as bobeiras que digo...vai bem.Falar é exercicio de viver...difil,meu caro...mas nao temos outra arma tao poderosa como as palavras.Obrigadao pela força(sobreviver é comum aos poetas.)vou sobrevivendo.

diovvani mendonça disse...

Tá vendo amigo Vicente, você quase fez a Dora cair do teclado. Isso é bom, assim ela volta logo. MOntanhosoAbraço.