(ELA E A CIDADE - III)
encontramo-nos
um ao outro
um no outro.
num encontro que não se sabe bem
ge era busca ou achado
mas era encontro
sabe-se lá de quem
sabe-se lá de quantos
sabe-se lá de que maneira.
era encontro sem busca
busca sem procura
procura sem cobrança.
era apenas questão de buscar
para se encontrar.
e foram encontrados
e percorridos
todos os caminhos:
pessoas
vontades
fatos
relatos.
todos os pêndulos.
assim mesmo
como fora anunciado.
Vicente
.
.
.
"Se você quer falhar é só tentar agradar a todos. "
(Herbert Bayard Swope)
.
"Porque são doces poesias encontradas aqui por poetas, poetisas e simpatizantes. Venha, faça dessa doceria a sua casa preferida. Lugar de sonhos e belezas da alma. Este é o blog do Vicente, onde posta suas poesias desde o ano de 2003. E o blog continua ativo em 2026
08 agosto 2005
04 abril 2005
SE TIVER... EU PREFIRO
se tiver condições de espalhar pelas estantes
os DVDs de shows
que quisera assistir ao vivo
e assisti-los ao lado do meu filho
e batucar ao som de Maria Rita
e isso me encher de orgulho desmedido
eu prefiro.
Vicente
.
.
.
"Que as palavras que eu falo não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor, apenas respeitadas como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimento. Porque metade de mim é o que eu ouço, mas a outra metade é o que calo."
Oswaldo Montenegro
.
os DVDs de shows
que quisera assistir ao vivo
e assisti-los ao lado do meu filho
e batucar ao som de Maria Rita
e isso me encher de orgulho desmedido
eu prefiro.
Vicente
.
.
.
"Que as palavras que eu falo não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor, apenas respeitadas como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimento. Porque metade de mim é o que eu ouço, mas a outra metade é o que calo."
Oswaldo Montenegro
.
09 março 2005
DOS SENTIDOS
floresceu em mim
a carne
intumescida
sob a própria carne
de nervo e de mente.
(demente)
alçou vôo na subida
dos sentidos
por ver-te.
e não me fiz de rogado:
senti meu peito arfando
pela visão da pele.
porque agora és mais
que menina
como dizes.
Vicente
.
.
.
"O esplendor da relva só pode mesmo ser percebida pelo poeta. Os outros pisam nela. Um mérito inegável da poesia: ela diz mais e em menor número de palavras que a prosa."
(Voltaire)
a carne
intumescida
sob a própria carne
de nervo e de mente.
(demente)
alçou vôo na subida
dos sentidos
por ver-te.
e não me fiz de rogado:
senti meu peito arfando
pela visão da pele.
porque agora és mais
que menina
como dizes.
Vicente
.
.
.
"O esplendor da relva só pode mesmo ser percebida pelo poeta. Os outros pisam nela. Um mérito inegável da poesia: ela diz mais e em menor número de palavras que a prosa."
(Voltaire)
04 fevereiro 2005
CAFÉ E LÁGRIMAS
e gira os olhos
em busca do pensamento.
vê ruas
repletas de sonhos
passando em companhia de pessoas.
outros olhos
visões
clarões.
peregrino
peregrina seu olhar
que se depara com o chão
que lhe foge.
calçadas e degraus
adentrando algum bar
algum café.
fumaças trafegam
em volta das narinas
como num qualquer ritual.
há fogo e água
cheiro e sabores.
ouvidos ao bar
atentam para as novidades.
ao lado se discute política
fala-se das últimas do futebol.
outras vozes
gestos
vidas.
Sente-se em falta consigo
ao derramar na xícara
algumas colheres de açúcar.
sorvendo em pequenos goles
o aroma inconfundível.
percebe pequenas mesas
repletas de pessoas.
suas mãos exalam
o cheiro fétido da nicotina.
olheiras percebem
o coração em desalinho.
outros amores
sonhos
tempos.
vai-se o tempo.
esvaindo-se
em palavras
e frases
mal escutadas
desconexas
sem alma
sem pó nem dó.
engole o café
às pressas.
ensaia um adeus
para a moça do caixa
e de novo o tráfego
de transeuntes
de pés
de gente
de coração.
em seus olhos trafegam
algumas lágrimas
prontamente reprimidas.
vai-se
pedestre obrigatório
pensamento no momento
no amor e na desilusão.
.
.
Vicente
.
.
.
"Mesmo as noites totalmente sem estrelas podem anunciar a aurora de uma grande realização"
(Martin Luther King).
em busca do pensamento.
vê ruas
repletas de sonhos
passando em companhia de pessoas.
outros olhos
visões
clarões.
peregrino
peregrina seu olhar
que se depara com o chão
que lhe foge.
calçadas e degraus
adentrando algum bar
algum café.
fumaças trafegam
em volta das narinas
como num qualquer ritual.
há fogo e água
cheiro e sabores.
ouvidos ao bar
atentam para as novidades.
ao lado se discute política
fala-se das últimas do futebol.
outras vozes
gestos
vidas.
Sente-se em falta consigo
ao derramar na xícara
algumas colheres de açúcar.
sorvendo em pequenos goles
o aroma inconfundível.
percebe pequenas mesas
repletas de pessoas.
suas mãos exalam
o cheiro fétido da nicotina.
olheiras percebem
o coração em desalinho.
outros amores
sonhos
tempos.
vai-se o tempo.
esvaindo-se
em palavras
e frases
mal escutadas
desconexas
sem alma
sem pó nem dó.
engole o café
às pressas.
ensaia um adeus
para a moça do caixa
e de novo o tráfego
de transeuntes
de pés
de gente
de coração.
em seus olhos trafegam
algumas lágrimas
prontamente reprimidas.
vai-se
pedestre obrigatório
pensamento no momento
no amor e na desilusão.
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.
Vicente
.
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.
"Mesmo as noites totalmente sem estrelas podem anunciar a aurora de uma grande realização"
(Martin Luther King).
21 janeiro 2005
DO AS YOU LIKE
(Faça Como Quiser)
quero mostrar que te quero
aqui
abaixo e acima.
Não só agora
de tempos em tempos
mas por todo o tempo.
acima e abaixo
do tempo
das coisas
dos valores.
quero-te
como te quisera
querer em fogo
e em vento
na caçada
e perceber-te
chegando
em chamas
de me queimar
em chuvas de me molhar
por fora e por dentro
e sentir em ti o fogo
que me queima:
pernas
peitos
braços
bocas
e perceber
em chuva
que me molha:
beijos
lábios
olhos
olhares.
.
.
Vicente
.
.
.
“Eu te amo calado, como quem ouve uma sinfonia de silêncio e de luz... ”
Lulu Santos).
.
quero mostrar que te quero
aqui
abaixo e acima.
Não só agora
de tempos em tempos
mas por todo o tempo.
acima e abaixo
do tempo
das coisas
dos valores.
quero-te
como te quisera
querer em fogo
e em vento
na caçada
e perceber-te
chegando
em chamas
de me queimar
em chuvas de me molhar
por fora e por dentro
e sentir em ti o fogo
que me queima:
pernas
peitos
braços
bocas
e perceber
em chuva
que me molha:
beijos
lábios
olhos
olhares.
.
.
Vicente
.
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“Eu te amo calado, como quem ouve uma sinfonia de silêncio e de luz... ”
Lulu Santos).
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15 maio 2004
MUITO ESTRANHO
estranho
como ele sempre soubera
que lhe aconteceria.
ficar às voltas com a necessidade de crescer
sem as vontades de sofrer.
isso dava pra adivinhar.
ele sempre soube que um dia teria que passar por isso
e em meses viveu anos
e reviveu enganos.
tanto por fora
refletido
talvez no novo corte de cabelo
na roupa mais larga cheirando a rami
e nos quilinhos a menos
quanto por dentro
no oco mais profundo
do fundo falso
do seu pensamento infundado.
não
não se tornara melhor.
não se sentira melhor que antes
ou que ninguém
seu deus continuava sendo
o mesmo Deus
de todo o mundo
e suas orações ainda se misturavam
com o pedido
de acertar na vida
a dois
e na loteria
a sós.
parecia um qualquer estranho
muito estranho
de si mesmo
a buscar razões para encontrar-se assim.
mas parecia-lhe que o estranho
era mais consciente dos seus defeitos
das suas limitações.
convivia com todos e com todas,
todos seus fantasmas
todas suas ambições.
sem culpas exageradas.
o estranho
ele notara
deveria ter qualidades
sim
mas não se preocupava
em encontrá-las
procurá-las
reformá-las
restaurá-las
porque não fazia a menor diferença.
aquela despedida ainda lhe doía um pouco
e às vezes até pensava em chorar
mas o corpo e o moral já estavam se adaptando
foi se sentindo e ficando mais leve
e
às vezes
até ensaiava um tímido sorriso.
às vezes se pegava sorrindo
(mais e mais)
E até cantando
coisa mínima
mas já cantava.
se já se pegava sorrindo e cantando
só lhe faltava voltar
a gargalhar.
acredito que um dia ele volte.
.
Vicente
.
.
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como ele sempre soubera
que lhe aconteceria.
ficar às voltas com a necessidade de crescer
sem as vontades de sofrer.
isso dava pra adivinhar.
ele sempre soube que um dia teria que passar por isso
e em meses viveu anos
e reviveu enganos.
tanto por fora
refletido
talvez no novo corte de cabelo
na roupa mais larga cheirando a rami
e nos quilinhos a menos
quanto por dentro
no oco mais profundo
do fundo falso
do seu pensamento infundado.
não
não se tornara melhor.
não se sentira melhor que antes
ou que ninguém
seu deus continuava sendo
o mesmo Deus
de todo o mundo
e suas orações ainda se misturavam
com o pedido
de acertar na vida
a dois
e na loteria
a sós.
parecia um qualquer estranho
muito estranho
de si mesmo
a buscar razões para encontrar-se assim.
mas parecia-lhe que o estranho
era mais consciente dos seus defeitos
das suas limitações.
convivia com todos e com todas,
todos seus fantasmas
todas suas ambições.
sem culpas exageradas.
o estranho
ele notara
deveria ter qualidades
sim
mas não se preocupava
em encontrá-las
procurá-las
reformá-las
restaurá-las
porque não fazia a menor diferença.
aquela despedida ainda lhe doía um pouco
e às vezes até pensava em chorar
mas o corpo e o moral já estavam se adaptando
foi se sentindo e ficando mais leve
e
às vezes
até ensaiava um tímido sorriso.
às vezes se pegava sorrindo
(mais e mais)
E até cantando
coisa mínima
mas já cantava.
se já se pegava sorrindo e cantando
só lhe faltava voltar
a gargalhar.
acredito que um dia ele volte.
.
Vicente
.
.
.
COADJUVANTE
eu quis ser
o coadjuvante
o melhor amigo
e fui aquele
que foi preparado
para ouvir
tudo
calar
engolir
o sentimento
e não me engasgar
fui eu o que abri
os braços
para o abraço
da chegada
e o que me transformei em
cúmplice
dos momentos
da situação mais sofrida
e fui
o que mais chorei
na hora
da despedida.
.
Vicente.
.
.
"O homem que não lê bons livros não tem nenhuma vantagem sobre o homem que não sabe ler. " (Mark Twain)
.
o coadjuvante
o melhor amigo
e fui aquele
que foi preparado
para ouvir
tudo
calar
engolir
o sentimento
e não me engasgar
fui eu o que abri
os braços
para o abraço
da chegada
e o que me transformei em
cúmplice
dos momentos
da situação mais sofrida
e fui
o que mais chorei
na hora
da despedida.
.
Vicente.
.
.
"O homem que não lê bons livros não tem nenhuma vantagem sobre o homem que não sabe ler. " (Mark Twain)
.
18 abril 2004
SETE E CINQÜENTA E SETE
Batem-me vontades
de buscar-te a ti
percebo então os ponteiros do relógio
descrevendo improváveis acenos
a apontar-me que é madrugada.
Alguns sons insones
apontam-me contrastes
enganos
equívocos.
Avançam ponteiros
escandalosamente lentos
e te encontro neles
ali e além.
Tento dançar-me contigo
nas danças
nas tranças
que lembro
em corpos
caprichos
entregas
visões.
E os ponteiros?
arrastam-se
os malditos!
em segundos
que parecem léguas
em minutos
quilométricos
em horas abissais.
Ainda
as vontades de apaziguar-me.
enxugando-me
em frente aos espelhos
de engodos
peles
suores
frios.
Agora é tarde.
o metrô passa às oito.
e os ponteiros?
Sete e cinqüenta e sete.
.
.
Vicente
.
.
"...Depois de algum tempo, você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma.
"William Shakespeare
de buscar-te a ti
percebo então os ponteiros do relógio
descrevendo improváveis acenos
a apontar-me que é madrugada.
Alguns sons insones
apontam-me contrastes
enganos
equívocos.
Avançam ponteiros
escandalosamente lentos
e te encontro neles
ali e além.
Tento dançar-me contigo
nas danças
nas tranças
que lembro
em corpos
caprichos
entregas
visões.
E os ponteiros?
arrastam-se
os malditos!
em segundos
que parecem léguas
em minutos
quilométricos
em horas abissais.
Ainda
as vontades de apaziguar-me.
enxugando-me
em frente aos espelhos
de engodos
peles
suores
frios.
Agora é tarde.
o metrô passa às oito.
e os ponteiros?
Sete e cinqüenta e sete.
.
.
Vicente
.
.
"...Depois de algum tempo, você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma.
"William Shakespeare
18 março 2004
NADA MESMO
sem cautela
sem eira
(nem beira).
sem caneta
sem segundas intenções
sem careta
sem nada
que me escorra pelas mãos
nada na boca
nos ouvidos
ou vindos
ou idos
perdidos
paridos
achados
parados
perdição
sem causa
sem pressa
sem casa
sem razão
só assim
sim
simplesmente
sem sangue no coração
só a sorrir
só acho
só a chorar
só ir somente
sem mente
sem direção
sem alma
sem calma
sem corpo
sem gorjeio de pássaros
sem letra
sem canção
sem fome
sem apetite
sem prato
sem alface
nem feijão
sem carro
areia a mancheia
desktop
palmtop
pensamento
reflexão.
sem calendário
sem nada
nada mesmo
mas não tem NADA não.
.
.
Vicente
.
.
.
"Desconfia da tristeza de certos poetas. É uma tristeza profissional e tão suspeita como a exuberante alegria das coristas."
(Mario Quintana)
sem eira
(nem beira).
sem caneta
sem segundas intenções
sem careta
sem nada
que me escorra pelas mãos
nada na boca
nos ouvidos
ou vindos
ou idos
perdidos
paridos
achados
parados
perdição
sem causa
sem pressa
sem casa
sem razão
só assim
sim
simplesmente
sem sangue no coração
só a sorrir
só acho
só a chorar
só ir somente
sem mente
sem direção
sem alma
sem calma
sem corpo
sem gorjeio de pássaros
sem letra
sem canção
sem fome
sem apetite
sem prato
sem alface
nem feijão
sem carro
areia a mancheia
desktop
palmtop
pensamento
reflexão.
sem calendário
sem nada
nada mesmo
mas não tem NADA não.
.
.
Vicente
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.
"Desconfia da tristeza de certos poetas. É uma tristeza profissional e tão suspeita como a exuberante alegria das coristas."
(Mario Quintana)
20 fevereiro 2004
AMANHÃ OU DEPOIS - GONZAGUINHA
MÚSICA
Artista: Gonzaguinha
Meu irmão amanhã ou depois
A gente retorna ao velho lugar
Se abraça e fala da vida que foi por aí
E conta os amigos nas pontas dos dedos
Pra ver quantos vivem e quem já morreu
Amanhã ou depois
Artista: Gonzaguinha
Meu irmão amanhã ou depois
A gente retorna ao velho lugar
Se abraça e fala da vida que foi por aí
E conta os amigos nas pontas dos dedos
Pra ver quantos vivem e quem já morreu
Amanhã ou depois
15 fevereiro 2004
ÂNSIAS
ânsia de descobrir-se.
acordara assim
sem ter ao certo um motivo
sem perceber significados
mas queria crescer.
sentia-se um despropósito
sentia sua própria existência
entalada na garganta
sufocando
espremendo
contra a mais infundada
das amarguras.
seu eu incoerente
apressando-se em desmascarar
o momento
a sede
a criança
que ainda resistia em seu peito.
uma coragem contraditória
mostrou-lhe a desvantagem
de seguir em frente
por isso continuou pequena.
por dentro.
.
.
Vicente
.
.
.
acordara assim
sem ter ao certo um motivo
sem perceber significados
mas queria crescer.
sentia-se um despropósito
sentia sua própria existência
entalada na garganta
sufocando
espremendo
contra a mais infundada
das amarguras.
seu eu incoerente
apressando-se em desmascarar
o momento
a sede
a criança
que ainda resistia em seu peito.
uma coragem contraditória
mostrou-lhe a desvantagem
de seguir em frente
por isso continuou pequena.
por dentro.
.
.
Vicente
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10 janeiro 2004
SE HOUVESSE MAR
(ELA E A CIDADE - II)
no meu sonho mais louco
eu parava a cidade
para que elas me ouvissem.
ela e a cidade.
ao fundo
contundentes
as adagas dos arranha-céus
faziam a moldura.
eu queria que a cidade soubesse de tudo.
soubesse que a nossa conversa
não é só as palavras do dicionário.
soubesse que eu queria me sentar na areia
e ouvi-la falar
de frente para o mar.
se houvesse mar.
Vicente
.
.
.
"Um erro é a evidência de que alguém tentou fazer alguma coisa. "
(John E. Babcok)
.
no meu sonho mais louco
eu parava a cidade
para que elas me ouvissem.
ela e a cidade.
ao fundo
contundentes
as adagas dos arranha-céus
faziam a moldura.
eu queria que a cidade soubesse de tudo.
soubesse que a nossa conversa
não é só as palavras do dicionário.
soubesse que eu queria me sentar na areia
e ouvi-la falar
de frente para o mar.
se houvesse mar.
Vicente
.
.
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"Um erro é a evidência de que alguém tentou fazer alguma coisa. "
(John E. Babcok)
.
05 dezembro 2003
05 dezembro 2003
SE TIVER... EU PREFIRO
...se tiver poentes alaranjados
mostrando os namoros enlaçados
do vermelho com o amarelo
raios de sol colorindo o fim do dia
viagem nos segredos das noites
logo após o entardecer
eu prefiro.
Vicente
.
.
.
"Tem mais prática do mundo não quem viveu mais, mas quem mais observou. "
(Graf - poeta alemão)
.
mostrando os namoros enlaçados
do vermelho com o amarelo
raios de sol colorindo o fim do dia
viagem nos segredos das noites
logo após o entardecer
eu prefiro.
Vicente
.
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"Tem mais prática do mundo não quem viveu mais, mas quem mais observou. "
(Graf - poeta alemão)
.
08 novembro 2003
NA FEIRA - I
Barra
bar
barraca
livre
li
livros
foi
feira
ferida
tranqüilos
amigo/amiga poetas
surpreso/surpresa
pelo inevitável/esperado
encontro
de domingo
na feira livre de Barra.
.
Vicente
.
.
.
"diagnóstico (cai)pira_insônia temos quando nossos grilos carrapicham-se aos cabelos do nosso pensamento noitemadrugadadentro. "
Diovvani Mendonça
.
Continue aqui: http://www.diovmendonca.blogspot.com/
.
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bar
barraca
livre
li
livros
foi
feira
ferida
tranqüilos
amigo/amiga poetas
surpreso/surpresa
pelo inevitável/esperado
encontro
de domingo
na feira livre de Barra.
.
Vicente
.
.
.
"diagnóstico (cai)pira_insônia temos quando nossos grilos carrapicham-se aos cabelos do nosso pensamento noitemadrugadadentro. "
Diovvani Mendonça
.
Continue aqui: http://www.diovmendonca.blogspot.com/
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.
13 outubro 2003
FÉRIAS FORÇADAS
..."Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega o destino pra lá
Roda mundo, roda-gigante
Roda-moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração..
.
Trecho da música "RODA VIVA" (1968), de Chico Buarque de Holanda..
.
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega o destino pra lá
Roda mundo, roda-gigante
Roda-moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração..
.
Trecho da música "RODA VIVA" (1968), de Chico Buarque de Holanda..
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21 setembro 2003
INGENUIDADE
porque me conheço
constato:
sou ingênuo.
ingenuidade de constatação inédita.
encontros de gente me satisfazem.
acreditar nas pessoas me satisfaz.
olhar as pessoas
(todas)
como amigas
me satisfaz.
esperar as pessoas de braços abertos me satisfaz.
...acreditar que todas as pessoas são amigas é ingenuidade.
Vicente
.
.
.
" Eu achava que o tempo curava as dores, apagava as cores e diminuía as saudades. .."
Márcia do Vale
.
Continua aqui: http://www.soltanomundo.blogger.com.br//
constato:
sou ingênuo.
ingenuidade de constatação inédita.
encontros de gente me satisfazem.
acreditar nas pessoas me satisfaz.
olhar as pessoas
(todas)
como amigas
me satisfaz.
esperar as pessoas de braços abertos me satisfaz.
...acreditar que todas as pessoas são amigas é ingenuidade.
Vicente
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" Eu achava que o tempo curava as dores, apagava as cores e diminuía as saudades. .."
Márcia do Vale
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Continua aqui: http://www.soltanomundo.blogger.com.br//
14 agosto 2003
QUIXOTE
porque estou em busca
dos moinhos de vento.
quero combatê-los num bom combate.
quero curtir a desenfreada loucura
de me estabelecer por cima dos preconceitos.
sem noção de espaço/tempo.
agora não quero mais o vazio
de não sentir calor nem frio.
bastam-me as lembranças descabidas
que acumulei na vida
por conta da dor
e não do amor
que não sobrou.
Vicente
.
.
.
"Ninguém pode lhe fazer inferior sem a sua permissão."
(Eleanor Roosevelt)
.
dos moinhos de vento.
quero combatê-los num bom combate.
quero curtir a desenfreada loucura
de me estabelecer por cima dos preconceitos.
sem noção de espaço/tempo.
agora não quero mais o vazio
de não sentir calor nem frio.
bastam-me as lembranças descabidas
que acumulei na vida
por conta da dor
e não do amor
que não sobrou.
Vicente
.
.
.
"Ninguém pode lhe fazer inferior sem a sua permissão."
(Eleanor Roosevelt)
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06 julho 2003
A SOMA
(ELA E A CIDADE - IV - THE END)
finalmente fomos encontrados,
ao final da busca.
da procura, do achado
e lá estávamos:
eu e ela.
a cidade e Tudo.
e o tudo formava o nós
com todas as implicações disponibilizadas pelo idioma:
pela língua
pela pele
pelo toque
pelo querer
pelo conseguir.
de toda a busca/procura/encontro
de todos os caminhos
de todas as pessoas
e até do tudo e do trato
ficou-nos a memória do momento.
por isso tenho para dizer a ela
que se mais não ousamos
foi porque não descobrimos
nem vimos
em nossos silêncios
nenhum fato que nos levasse
de uma vez
à soma
do eu
e do tu.
Vicente
.
.
.
"Nunca confunda movimento com ação. "
(Ernest Hemingway)
.
finalmente fomos encontrados,
ao final da busca.
da procura, do achado
e lá estávamos:
eu e ela.
a cidade e Tudo.
e o tudo formava o nós
com todas as implicações disponibilizadas pelo idioma:
pela língua
pela pele
pelo toque
pelo querer
pelo conseguir.
de toda a busca/procura/encontro
de todos os caminhos
de todas as pessoas
e até do tudo e do trato
ficou-nos a memória do momento.
por isso tenho para dizer a ela
que se mais não ousamos
foi porque não descobrimos
nem vimos
em nossos silêncios
nenhum fato que nos levasse
de uma vez
à soma
do eu
e do tu.
Vicente
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.
"Nunca confunda movimento com ação. "
(Ernest Hemingway)
.
02 junho 2003
DESNU(DAR-SE)
por razões diferentes
eu presumo
teu olhar busca o meu
que busca o teu.
essa é minha parte na história.
talvez não seja tão necessário que te olhe
porque o vice-versa não é compartilhado
não há mão e contramão
na tentativa de desnudar a alma.
mas sei arriscar um salto
quando necessário.
por isso esse impulso
por isso o salto
ainda que corra o risco
de ver o corpo
descer na caída.
.
Vicente
.
.
.
"Qualquer hora é hora de fazer um poema. "
(Gertrude Stein)
.
eu presumo
teu olhar busca o meu
que busca o teu.
essa é minha parte na história.
talvez não seja tão necessário que te olhe
porque o vice-versa não é compartilhado
não há mão e contramão
na tentativa de desnudar a alma.
mas sei arriscar um salto
quando necessário.
por isso esse impulso
por isso o salto
ainda que corra o risco
de ver o corpo
descer na caída.
.
Vicente
.
.
.
"Qualquer hora é hora de fazer um poema. "
(Gertrude Stein)
.
01 maio 2003
EM BUSCA DO NUNCA
o mais natural dos cotidianos
a mesma mesmice
a simples
(e corriqueira)
simplicidade do dia-a-dia.
era tudo o que eu queria.
não me importaria com a falta de nexo
com a falta de sexo
com o excesso do reflexo.
poderia reler velhas cartas
ouvir antigas canções
rever outros filmes
interpretar espudoradas situações.
eu não precisaria mais que isso.
asim não me perderia
em conclusões descabidas
levadas pelos (redundantes) pensamentos
pelas vontades
(e atitudes)
de sentir e de pensar.
era assim que eu queria esse domingo.
Vicente
.
.
.
"O tempo perdido não pode ser recuperado. Sua beleza só pode ser vivida como ausência: a beleza dói... Magia é isto: invocar o que se foi, mas que continua a nos habitar. Ou será poesia?"
(Rubem Alves)
a mesma mesmice
a simples
(e corriqueira)
simplicidade do dia-a-dia.
era tudo o que eu queria.
não me importaria com a falta de nexo
com a falta de sexo
com o excesso do reflexo.
poderia reler velhas cartas
ouvir antigas canções
rever outros filmes
interpretar espudoradas situações.
eu não precisaria mais que isso.
asim não me perderia
em conclusões descabidas
levadas pelos (redundantes) pensamentos
pelas vontades
(e atitudes)
de sentir e de pensar.
era assim que eu queria esse domingo.
Vicente
.
.
.
"O tempo perdido não pode ser recuperado. Sua beleza só pode ser vivida como ausência: a beleza dói... Magia é isto: invocar o que se foi, mas que continua a nos habitar. Ou será poesia?"
(Rubem Alves)
20 abril 2003
DESCEU QUADRADO
refiz em mim
algumas perguntas
que me entalavam
e as respostas
que funcionariam como
credo
ou
dedo
na garganta
não fui capaz de produzir.
.
Vicente
.
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algumas perguntas
que me entalavam
e as respostas
que funcionariam como
credo
ou
dedo
na garganta
não fui capaz de produzir.
.
Vicente
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20 março 2003
CABARET
tenho desejos incontidos
de ruas e luas
de passos rápidos
e
calçadas molhadas
que me levem aos lugares
iluminados pelas luzes difusas
que prenunciam
tangos
e roupas
bem dimensionados.
.
Vicente
.
.
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de ruas e luas
de passos rápidos
e
calçadas molhadas
que me levem aos lugares
iluminados pelas luzes difusas
que prenunciam
tangos
e roupas
bem dimensionados.
.
Vicente
.
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20 fevereiro 2003
MEMÓRIA
minha memória me dá medo
ela falha e me deixa
pelo caminho
enterra momentos e histórias
que poderiam me complementar
para que eu fosse
eu mesmo
poderia
(ela)
mostrar quem sou
poderia me dizer
daquela história
em que éramos a soma
de tanto
e de tudo
(da juventude ao agora)
poderia me vestir
novos sonhos
ainda que me despisse
de antigas lembranças.
.
Vicente
.
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ela falha e me deixa
pelo caminho
enterra momentos e histórias
que poderiam me complementar
para que eu fosse
eu mesmo
poderia
(ela)
mostrar quem sou
poderia me dizer
daquela história
em que éramos a soma
de tanto
e de tudo
(da juventude ao agora)
poderia me vestir
novos sonhos
ainda que me despisse
de antigas lembranças.
.
Vicente
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SE TIVER... EU PREFIRO
...se tiver poentes alaranjados
mostrando os namoros enlaçados
do vermelho com o amarelo
raios de sol colorindo o fim do dia
viagem nos segredos das noites
logo após o entardecer
eu prefiro.
Vicente
.
.
.
"Tem mais prática do mundo não quem viveu mais, mas quem mais observou. "
(Graf - poeta alemão)
.
mostrando os namoros enlaçados
do vermelho com o amarelo
raios de sol colorindo o fim do dia
viagem nos segredos das noites
logo após o entardecer
eu prefiro.
Vicente
.
.
.
"Tem mais prática do mundo não quem viveu mais, mas quem mais observou. "
(Graf - poeta alemão)
.
08 novembro 2003
NA FEIRA - I
Barra
bar
barraca
livre
li
livros
foi
feira
ferida
tranqüilos
amigo/amiga poetas
surpreso/surpresa
pelo inevitável/esperado
encontro
de domingo
na feira livre de Barra.
.
Vicente
.
.
.
"diagnóstico (cai)pira_insônia temos quando nossos grilos carrapicham-se aos cabelos do nosso pensamento noitemadrugadadentro. "
Diovvani Mendonça
.
Continue aqui: http://www.diovmendonca.blogspot.com/
.
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bar
barraca
livre
li
livros
foi
feira
ferida
tranqüilos
amigo/amiga poetas
surpreso/surpresa
pelo inevitável/esperado
encontro
de domingo
na feira livre de Barra.
.
Vicente
.
.
.
"diagnóstico (cai)pira_insônia temos quando nossos grilos carrapicham-se aos cabelos do nosso pensamento noitemadrugadadentro. "
Diovvani Mendonça
.
Continue aqui: http://www.diovmendonca.blogspot.com/
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13 outubro 2003
FÉRIAS FORÇADAS
..."Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega o destino pra lá
Roda mundo, roda-gigante
Roda-moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração..
.
Trecho da música "RODA VIVA" (1968), de Chico Buarque de Holanda..
.
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega o destino pra lá
Roda mundo, roda-gigante
Roda-moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração..
.
Trecho da música "RODA VIVA" (1968), de Chico Buarque de Holanda..
.
21 setembro 2003
INGENUIDADE
porque me conheço
constato:
sou ingênuo.
ingenuidade de constatação inédita.
encontros de gente me satisfazem.
acreditar nas pessoas me satisfaz.
olhar as pessoas
(todas)
como amigas
me satisfaz.
esperar as pessoas de braços abertos me satisfaz.
...acreditar que todas as pessoas são amigas é ingenuidade.
Vicente
.
.
.
" Eu achava que o tempo curava as dores, apagava as cores e diminuía as saudades. .."
Márcia do Vale
.
Continua aqui: http://www.soltanomundo.blogger.com.br//
constato:
sou ingênuo.
ingenuidade de constatação inédita.
encontros de gente me satisfazem.
acreditar nas pessoas me satisfaz.
olhar as pessoas
(todas)
como amigas
me satisfaz.
esperar as pessoas de braços abertos me satisfaz.
...acreditar que todas as pessoas são amigas é ingenuidade.
Vicente
.
.
.
" Eu achava que o tempo curava as dores, apagava as cores e diminuía as saudades. .."
Márcia do Vale
.
Continua aqui: http://www.soltanomundo.blogger.com.br//
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