Desembarque
Aperte.
Não
apenas a pele,
mas
o avesso dela.
Faça-se
o vácuo onde minha alma
se
dissolve
na
tua,
sem
fronteiras geográficas.
A
arquitetura do sempre
não
se constrói com cimento,
mas
com a dobra dos braços
no
avesso do tempo.
Um
nó cego
onde
o antes e o depois
desistem
de existir.
Lá
fora, o mundo insiste
em
sua rotação frenética.
Aqui,
a física falha.
O
ponteiro do relógio
pesa,
vacila,
e
finalmente para,
atordoado
de absoluto.
É
verdade o sussurro antigo:
quando
a paralisia for total,
não
haverá mais estrada
nem
destino.
Apenas
nós,
desembarcando
na
estação do agora.
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