09 julho 2019

MUDEZ INTERIOR

 

Mudez Interior

 

Minhas palavras não têm som.

Elas nascem e morrem

no avesso da garganta,

um grito mudo que só eu entendo.

 

Não há eco,

nem melodia.

Apenas o silêncio denso

do que não se diz,

do que se desintegra antes de tocar o ar.

 

São como ondas sem praia,

chuva que não atinge o chão,

um sussurro que se perde

no próprio abismo.

 

E talvez seja melhor assim.

Que elas habitem o não-dito,

esse espaço secreto

onde a verdade não precisa

de voz para existir.

 

Um comentário:

  1. Anônimo23:53

    E o silêncio denso foi quebrado, hein, Poeta?

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