primeiro me diga teu nome.
serve qualquer apelido carinhoso
com o qual eu te reconheça
depois não me peça calma
pois preciso afogar no peito
essa pressa
essa tanta vontade de sorrir-te palavras
amenas
palavras apenas
que matem desencantos
de vida
de sonhos
de sorrisos
que saibam a primavera.
não preciso conhecer-te o sobrenome
de onde vens
pra onde vais
com quantos ficas
se ficas e os porquês
mas é imprescindível
deixar-te ser apreciada
adorada
iluminada à luz
do meu olhar de incredulidade
pela tanta beleza
que passas.
aos poucos te acostumarás
com esse meu jeito bandido
de amar
e procurar teus brilhos
por entre decotes
e zípers
e manhãs que se abrem
em minhas mãos
para presentear-te
com todos os meus presentes
por estares
em meu futuro.
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Vicente
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