08 Fevereiro 2007

POETISAS & POETAS



POETISAS

( Para Ana)

Há, para mim,
Nas poetisas,
Algo de música
De luar
De liberdade
E de vinhos de boa estirpe.
Em sua maioria
Cheiram a amêndoas raras
E transpiram linguagens
Que ressoam significados
Poliglotas.
Sua congenitude proposital
Só é, às vezes,
Superada
Pelas próprias essências
Circulares que exalam
De seus momentos
Íntimos
quando se abrem
Para eternizar a
Criação
e
nos mostrar que
mesmo nos momentos
esquecidos
"Há uma bruma pálida
Que alcança todos
Os sonhos adormecidos..."
.
Vicente. (O que está entre aspas é da Ana)
.
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Aí, logo abaixo, tem a resposta (e que resposta!) da Ana.
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Poetas.

(Para Vicente)

Há eu sei que há,
no vácuo dos sonhos,
um sorriso pálido,
que acaricia minh’alma.

Há eu sei que há,
na sombra dos vales,
uma voz tênue,
que ecoa feito música.

Há eu sei que há,
no devaneio liquefeito,
um olhar craquelado,
que desbota as emoções.

Há eu sei que há,
no indivisível ser,
[um poeta]
que transforma
[poesia]
num eterno (co) existir.

Ana
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"Queria que as palavras fossem a parte que parte o indivisível fim de um circulo vicioso,
que fragmentado inspira mais uma (des)conexa rima..."
Ana
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